terça-feira, 14 de agosto de 2012

Uma mente perturbada.

Rosemary subiu as escadas de madeira correndo, as tábuas tremiam por onde ela passava, abriu a porta do quarto, entrou rápido, fechou e começou a chorar.
Mas qual seria o problema de Rosemary?
Ela tinha tudo, ou era isso que as pessoas que a conheciam achavam.
Rosemary tinha os cabelos negros, longos até a cintura e ondulados, a pele pálida e macia como veludo com um rosto cheio de espinhas que ficava corado ao sol ou quando ela ficava sem jeito, mas a respeito das espinhas, nem dava pra perceber quando viam seus lindos e curiosos olhos azuis, ela parecia tão frágil, não era muito bonita, sinceramente, era um tanto estranha, sem jeito pra agir ou falar, vivia tropeçando nas palavras. No recreio ficava escondida em algum canto qualquer e suas amigas tinham que procurá-la, ela gostava de ficar sozinha.
Era esse seu problema, por mais que existisse pessoas ao redor dela, por mais que a maioria quisesse ajudá-la, sabia que não podia fugir, não podia se esconder. Ela não podia se salvar disso, dos seus pensamentos, não podia fugir de si mesma.

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