quinta-feira, 12 de abril de 2018

S.

Existem lugares dentro de mim que poucas pessoas conseguem alcançar, percebi isso consideravelmente cedo e percebo até hoje. Faz parte do amadurecimento pessoal ficar mais seletivo quanto ao que te toca de verdade.
Lembro de sempre começar uma relação, muitas vezes sem ser tão seletiva, só por começar, só pela brincadeira e essa relação não vingar por vários fatores que se ligavam a mim mesma. Um ciclo infinito em que nada dá certo e nenhum dos escolhidos é o escolhido de verdade pra mim.

Mas,
então
chegou o S.

O S. foi diferente por motivos que posso citar aqui, mas diferente de uma forma medonha. Me vejo muito nele e as vezes sinto que somos uma coisa só.
Tenho aquela sensação de conhecer ele de outra vida, outra época, parece que ele sempre viveu perto mas a gente nunca se notou, ou se notou em épocas erradas e agora estamos tendo a nossa grande chance.
Parece que ele é da minha família pelas coisas em comum que temos.
Por um acaso tivemos fases musicais muito parecidas e estamos saturados das mesmas coisas. Acho mais engraçado ainda a parte que a gente se complementa musicalmente, uma coisa única pra mim, nunca em minha vida com o S. fui apresentada a algo que eu ouvisse e pensasse: "ruim".
Temos umas ligações com o passado bem únicas, mesmo sendo de cidades diferentes com cerca de 50 km de distância.
O S. me fala algo sobre eu fazer parte da solidão dele ou sobre solidões muito parecidas, como se a solidão fosse um quartinho em que só tem ele e agora tem eu junto.
O S. alcança expectativas minhas que eu não lembrava de ter, é a pessoa que sempre quis mas deixei cair em esquecimento.

Quando conheci o S. a palavra "namoro" me dava medo e era muito traumatizante, eu começaria a rir se me falassem que apareceria alguém pra mudar totalmente meu conceito de estar junto com alguém. O S. também não queria nada sério, deixo isso claro, acho que sabíamos que ambos não queriam nada muito além, e apesar do cansaço de relações atuais eu fui seguindo o fluxo como todo mundo e conhecendo mais o S.

O que não pensava é que essa pessoa se tornaria tão única dentro de mim. Fora. Ao redor.

Tão único que não sei descrever.

terça-feira, 12 de janeiro de 2016

Madrugada

Depois de quase 4 anos sem uma postagem que permanecesse aqui e que realmente me fizesse pensar "Nossa, até que não está tão ruim vindo de mim...", eu resolvi voltar e sacudir a poeira aqui. 
Talvez essa seja minha última postagem ou talvez a primeira de muitas esse ano. Fui me tornando tão crítica em relação as coisas que me rodeiam que não sentia muita vontade de falar sobre nada, comecei ficar quieta e me isolar. Quem me acompanha em redes sociais sabe que eu mudei nos últimos anos e comecei guardar as coisas pra mim. 

Agora chegou a hora de explodir essas coisas em algum lugar.