terça-feira, 12 de janeiro de 2016

O mar que existe em seus olhos

Teus olhos
Cada vez que olho nesses olhos me afogo mais
Me afogo no mar que existe em seus olhos
Águas escuras e turbulentas que eu vejo dentro deles
Água que limpa minha alma e também balança o meu coração
Água que me aquieta mas que também consegue me fazer estremecer 

Não existe mar melhor pra se perder (Pra mim) do que o mar que existe em seus olhos castanhos


Madrugada

Depois de quase 4 anos sem uma postagem que permanecesse aqui e que realmente me fizesse pensar "Nossa, até que não está tão ruim vindo de mim...", eu resolvi voltar e sacudir a poeira aqui. 
Talvez essa seja minha última postagem ou talvez a primeira de muitas esse ano. Fui me tornando tão crítica em relação as coisas que me rodeiam que não sentia muita vontade de falar sobre nada, comecei ficar quieta e me isolar. Quem me acompanha em redes sociais sabe que eu mudei nos últimos anos e comecei guardar as coisas pra mim. 

Agora chegou a hora de explodir essas coisas em algum lugar. 

Esse título do blog tem que combinar: Sixpounder!


terça-feira, 14 de agosto de 2012

Uma mente perturbada.

Rosemary subiu as escadas de madeira correndo, as tábuas tremiam por onde ela passava, abriu a porta do quarto, entrou rápido, fechou e começou a chorar.
Mas qual seria o problema de Rosemary?
Ela tinha tudo, ou era isso que as pessoas que a conheciam achavam.
Rosemary tinha os cabelos negros, longos até a cintura e ondulados, a pele pálida e macia como veludo com um rosto cheio de espinhas que ficava corado ao sol ou quando ela ficava sem jeito, mas a respeito das espinhas, nem dava pra perceber quando viam seus lindos e curiosos olhos azuis, ela parecia tão frágil, não era muito bonita, sinceramente, era um tanto estranha, sem jeito pra agir ou falar, vivia tropeçando nas palavras. No recreio ficava escondida em algum canto qualquer e suas amigas tinham que procurá-la, ela gostava de ficar sozinha.
Era esse seu problema, por mais que existisse pessoas ao redor dela, por mais que a maioria quisesse ajudá-la, sabia que não podia fugir, não podia se esconder. Ela não podia se salvar disso, dos seus pensamentos, não podia fugir de si mesma.